sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A vida e o rio


Quase no mesmo periodo do acontecimento de Santa Maria( RGS), tive a oportunidade de lêr o artigo de Lya Luft , publicado na revista VEJA na sua coluna semanal onde ela faz uma abordagem muito interessante sôbre a velhice, e ai, vem o contra ponto, juventude X velhice onde os dois pontos se fundem e se confundem numa ebulição de acontecimentos que merecem uma cuidadosa reflexão.
Como não bastasse esse ceifamento de vidas, a "mídia" explora á exaustão todos os fatos que envolvem as vitimas e seus familiares numa tentativa exarcebada de sempre têr noticias , quem sabe o mês inteiro. Chega!!!!!!
Sabem aquela maxima de .......Não existem palavras para........ Devemos respeitar as familias enlutadas e ao mesmo tempo tentar entender  a dor de cada pessoa envolvida na tragédia, devemos silenciar.......
Voltando ao artigo de Lya Luft, ela faz alusão a vida como se ela fosse um rio, onde cada um de nos pode ser uma folha, um galho, uma raiz, que levada pelas águas do rio vai construindo a sua vida e que em um dado momento têm o seu final. Os jovens de Santa Maria não tiveram a oprtunidade de fazerem o percurso completo do rio e o que é pior, foram todos soterrados com seus sonhos e projetos que iram desaguar em um oceano de realizações,uma pena!!!
Jovens com ídeais x LUTO, planos para o futuro x LUTO, carreiras interrompidas x LUTO, famílias dilaceradas x LUTO, que bom seria se esses jovens chegassem á velhice, felizes, depois de terem realizados todo o longo percurso que o rio nos propociona , sempre com o objetivo maior de desaguar num oceano de alegria e felicidade.
Recorremos quase sempre  a religiosidade nesses momentos de desespero, onde a invocação a DEUS é inevitavel. Com muita fé,no aconchego de suas famílias, é provavél que essas pessoas enlutadas encontrem algunhas respostas a tantos questionamentos ,depois da perda de um ente querido.Desejo muita paz a todo o povo do RGS e em especial, aos habitantes de Santa Maria que estejam envolvidos nessa terrivel dor , que é a ausencia daqueles que mais amamos.